quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CREPOP e Psicologia



Na penúltima aula visitamos o CRP da nossa cidade e assistimos a uma palestra com a psicóloga Sívia Giugliani. Ela é uma das conselheiras do CREPOP(Centro de referência técnica em Psicologia e Políticas Públicas), que é um orgão que funciona dentro do CRP e atua com projetos e pesquisas em diversas áreas das políticas públicas. Contou-nos que há uma pesquisa já em meta para o ano de 2010: "a atuação dos psicólogos que atendem em hospitais credenciados ao SUS".
Partimos então para um assunto mais específico, as políticas públicas na área da educação. Esta é uma área de grandes desafios para o psicólogo, pois com as mudanças na estrutura de ensino e o movimento de inclusão de alunos com necessidades especiais e dificuldades de aprendizagem, teremos que estar mais preparados para essa demanda. Mas antes, devemos nos perguntar: estão preparados os professores para atuarem nessa nova modalidade de ensino? E as escolas?
Novos desafios permitirão que o psicólogo tenha o foco voltado para as relacões que acontecem no contexto escolar: escola/ aluno, professor/ aluno, escola/professor; escola/ pais e daí por diante...Essa visão permitirá ao psicólogo trabalhar o coletivo, ampliando sua clínica e fazendo da educação uma produção conjunta. Afinal, aprendizagem é um efeito das relações.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Políticas de Saúde do Trabalhador


Nesta aula, recebemos a psicóloga Maria Marlene que trabalha há bastante tempo com a área trabalhista. Ela é funcionária pública e também presta consultorias nas empresas privadas.Segundo ela, os maiores índices de adoecimento no trabalho tem relação com a falta de políticas internas de cuidados e prevenção nas empresas. Outro dado bastante alarmante é o grande número de pessoas diagnosticadas com stress e depressão no trabalho.Esse adoecimento psíquico gerado pelo sistema capitalista, faz com que aumente muito o número de pessoas que procuram o benefício do auxílio-doença e em casos mais graves acabam por solicitar a aposentadoria precoce pois não conseguem retornar ao mercado de trabalho.
Outro fator que foi relatado, diz respeito aos gestores que, ao invés de cuidar dos funcionários que já conhecem o funcionamento da empresa, preferem descartar a mão de obra " já usada e podre", para contratação de uma nova que será explorada por algum tempo e depois, claro, também descartada.
Como futuros psicólogos, devemos reconhecer a subjetividade no trabalho e a forma como cada indivíduo percebe sua representação sobre a atividade exercida, levando em consideração todo seu contexto de vida familiar e social.
Que possamos fazer valer o que está na Constituição:
"SSão direitos dos trabalhadores urbanos e rurais além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
Constituição Federal de 1988, artigo 7º

Sistema Único de Assistência Social - SUAS


O SUAS é um órgão que organiza os elementos essenciais à execução da política pública de Assistência Social no país.É um serviço descentralizado e territorializado, possibilitando que a assistência seja prestada inicialmente nas áreas mais vulneráveis. Todos os seus serviços tem como foco principal a garantia de proteção as pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social decorentes da pobreza, abuso, discriminações de qualquer espécie...Os atendimentos são realizados por meio dos Centros de Referência da Assistência Social, mais conhecidos como CRAS. O olhar do psicólogo no serviço de assistência é de uma clínica social, acolhendo e oportunizando as pessoas uma escuta qualificada, fazendo avaliações dos casos,e se necessário, dando encaminhamento para outros serviços de apoio social. Acredito que nesse contexto, a principal intervenção do psicólogo será garantir autonomia ao sujeito já fragilizado pela situação em que se encontra.

Políticas Públicas de Álcool e Drogas


Esse assunto abriu uma discussão legal em sala... e poderíamos falar dias sobre o assunto... A partir da política de segurança pública e perante os problemas sociais que se propagam continuamente com o uso e comercialização das drogas, foi criada em 2005 a política Nacional sobre Drogas que vai potencializar o trabalho de assistência aos usuários em uma rede hierarquizada de serviços que compreendem a atenção básica, os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), recursos comunitários e direito há internações em hospitais gerais quando houver a necessidade de um tratamento mais específico.
Toda essa rede de assistência é voltada para que o indivíduo se sinta novamente inserido em sociedade, não criando um estigma para essa pessoa. O tratamento assumido pelo usuário terá por objetivo a defesa de sua vida e não a abstinência. É isso que devemos lhe propôr, com o intuito de fazê-lo se co-responsabilizar pela sua melhora. Esse vínculo que será formado será o ponto de partida para que este indivíduo se sinta acolhido e prossiga com o tratamento.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Palestrantes para enriquecer o conhecimento...

Durante as aulas recebemos a visita de dois caxienses que há anos trabalham pela busca de melhorias para a população da cidade, Sr. Luiz Pizzeti que foi conselheiro municipal de saúde por muitos anos e o Sr. Gilmar que atuou no orçamento participativo municipal e estadual. Eles explicaram como foram criadas as associaçãoes de bairros, as famosas OABs em Caxias e como elas tomaram força e hoje são a principal comunicação da população com a prefeitura. Isso há nível de Brasil...Sábias palavras desses senhores: "Quanto mais as pessoas sabem das leis, mais se apropriam da cidadania..." E quem quer ajudar, pode começar em seu bairro, fazendo o possível para conseguir melhorias. Nessas associações não existe política partidária, mas sim a luta de todos por um mesmo ideal.
Num segundo momento da aula, recebemos a enfermeira Érika que comanda um trabalho de integração entre profissionais e usuários da rede de saúde no município de Farroupilha. Seu trabalho está sendo bastante elogiado pela comunidade, mas ela disse estar sendo um grande desafio pois ainda encontra muitas resistências por parte de colegas profissionais que não entenderam ainda o verdadeiro espírito da política de educação permanente na saúde. Com seu trabalho chamado "A Semente do GHT no município de Farroupilha" ela pretende trazer discussões que poderão gerar soluções para o bem comum. Brilhante exemplo a ser seguido e apoiado!

Breve histórico das políticas públicas de saúde no Brasil

A partir da Constituição de 1988, a saúde passa a ser um direito do cidadão e um dever do estado. Já a humanização do sistema de saúde no Brasil, veio com a regulamentação do SUS - Sistema único de Sáude - no início dos anos 90, ano que a assistência começou a ser concebida de forma integral (preventiva e curativa).
Com o início desse novo sistema, foram criadas as Leis 8.080 ( Lei Orgânica da Saúde) que organizou e regulamentou o SUS e a lei 8.142 que trata do envolvimento da comunidade na condução das questões da saúde, criando as conferências e os conselhos de saúde em cada esfera de governo. Também em 1990 foi criado o ECA - Estatuto da
Criança e do Adolescente e em 1994 o SUAS - Sistema ünico de Assitência Social.
Achei essa página bem legal e explica de forma bem sucinta como funciona o SUS. Basta clicar em "http://www.tudoresidenciamedica.hpg.ig.com.br/sus.htm"

Primeiras aulas...



Para iniciar o conteúdo sobre políticas públicas assistimos três filmes que recomendo para debater várias questões sobre direitos humanos. "A Onda" é um filme que traz a discussão sobre o poder doutrinário dos movimentos políticos ou religiosos que podem ser devastadores se levados ao extremo de suas ideias. Todos podemos ser militantes de alguma causa que achamos justa, mas sempre cuidando para que nossa militância venha promover a saudável discussão de fatos e ideias, pois assim faz-se a democracia.
Os outros dois filmes são brasileiros e nos mostram de maneiras diferentes o processo que o Brasil estava passando com a imposição da ditadura militar. "O ano em que meus pais saíram de férias" mostra de maneira sútil essa época negra da história de nosso país. Já não posso falar o mesmo de "Batismo de Sangue"... este sim me chocou pela forma como retrata de forma direta e sem melindres, as perseguições e torturas pelas quais muitos brasileiros eram submetidos nessa época, por não aceitarem o regime autocrático que os militares estavam implantando no país.